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HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

SABIAS QUE

 A PÁSCOA DE UNS E DE OUTROS

 

A palavra Páscoa, do Hebraico " Pessach ", que significa literalmente " Passagem ", tem conotações muito diferentes para cristãos e judeus.

A Páscoa dos judeus celebra a libertação do povo hebraico do domínio Egípcio: a "lendária fuga" em direcção à "Terra Prometida". Tradicionalmente, a data era assinalada com o sacrifício cerimonial de um cordeiro, honrando Deus, por este os ter libertado, ao poupar "o seu povo",os seus eleitos, às pragas que lançou sobre os egípcios há 3500 anos. Trata-se por isso de um acontecimento bem mais antigo do que aquele que deu origem às celebrações cristãs.
Para os Cristãos, que a têm como a mais sagrada das suas celebrações, a Páscoa assinala a Ressurreição de Jesus Cristo que teria  ocorrido no Domingo seguinte à  sua crucifixação: sexta-feira do ano 30 ou 33. Para sermos mais exactos, segundo interpretações mais recentes, Jesus teria morrido no dia 7, e ressuscitado no dia 9 de Abril do ano 30.
De acordo com a tradição Cristã e com o calendário Gregoriano, sendo uma festa móvel, a " Páscoa "  relembra a  a morte de Cristo, numa Sexta-feira, entre 20 de Março e 23 de Abril, enquanto a Ressurreição (Domingo de Páscoa) é celebrada a um Domingo entre 22 de Março e 25 de Abril.
 
Os povos de língua Inglesa, usam a palavra“ Easter ", que não deriva do hebraico, remetendo antes para” Ishtar”, deusa suméria e acadiana da fecundidade e da Primavera, que os nórdicos pediram emprestada e passaram também a venerar.
Mas a norte e a sul a oriente e a ocidente, o que judeus e cristãos de facto encenam, de forma simbolicamente diferente, são ritos de passagem e fecundidade, que celebram a vitória da vida sobre a morte, da Primavera sobre o Inverno, do dia sobre a noite.
Como desde sempre se fez…
Quanto aos coelhinhos e aos ovos, foi  o que de mais inocente a Igreja e os  " negócios " arranjaram, para consolar os povos pagãos que costumavam celebrar com intermináveis e embaraçosas orgias a chegada da Primavera.
 
Por outras palavras...

SABIAS QUE...

 

" AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO "
( Lista Ilumimista)
Nota : Tradicionalmente apresentada como  a " Lista Medieval das Sete Maravilhas do Mundo ", é bem mais provável ter sido redigida muito depois, já que o termo " Medieval ", de origem
" Iluminista ", era evidentemente desconhecido nessa época.
 
 
STONEHENGE
3100 a 2075 a.C.
 
 
 
 GRANDE MURALHA DA CHINA
séc. III a.C.( início da construção)
 
TORRE DE PORCELANA DE
NANQUIM – ERLACH - séc. XVI
 
 
CATACUMBAS DE KOM EL SHOQAFA
séc. I
 
 COLISEU DE ROMA
séc. I
 
BASÍLICA DE SANTA SOFIA
séc.VI
 
TORRE DE PIZZA
séc. XII

SABIAS QUE...

 

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO
 
Quando falamos das " Sete Maravilhas do Mundo ", referimo-nos quase sempre às grandiosas obras arquitectónicas da Antiguidade. No entanto com o decorrer dos tempos, novas listas surgiram ligadas aos vários domínios da vida e da civilização. Todas têm o número sete em comum, tal como a original que remonta à época clássica, e cuja redacção é atribuida ao poeta grego Antipatro. Para além da mais recente lista, que muito justamente inclui a Grande Muralha da China e a cidade de Petra, há ainda uma outra lista que se pensa ser uma actualização " iluminista", da original.
Saindo do domínio da História temos ainda as " As Sete Maravilhas do Mundo Natural ", e mais recentemente as "Sete Maravilhas Subaquáticas."
Aqui vai a primeira lista. Outras virão.
 
AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO
( Lista Original )
 
OS JARDINS SUSPENSOS DA BABILÓNIA
SÉC. VI a.C.
 
AS PIRÂMIDES DE GIZÉ
III Milénio A. C.
 
A ESTÁTUA DE ZEUS (OLÍMPIA)
Séc.V a.C.
 
O TEMPLO DE ARTHEMIS
Séc.VI a.C.
 
O MAUSOLÉU DE HALICARNASSO
Séc. IV a.C. 
 
O COLOSSO DE RHODES
Séc. III a.C. 
 
O FAROL DE ALEXANDRIA
Séc. III a.C.
  
 
UM "VIDEO-BELFO"

SABIAS QUE...

 " AQUI VAI DISTO ! "...outra vez

 
 
Se, na Idade Média, havia um costume verdadeiramente democrático, esse era, sem dúvida, a falta de higiene. Mais do que um costume era uma regra de conduta que todos respeitavam. Nobres, Clérigos e Plebeus. O Rei, claro, dava o exemplo. Quanto à higiene do corpo, a regra parecia ser: quanto mais rico mais sujo, mas mais protegido contra febres, resfriados e outras maleitas. Nesses tempos, a água era encarada como algo potencialmente mortal. O banho integral era uma prática raríssima, cansativa e sempre perigosa …As correntes-de-ar abundavam e  não era fácil despir toda aquela roupa. Muitos ficavam mesmo a meio caminho quando se deitavam. Poupavam no despir e no vestir de todos os dias. A sujidade oculta era, assim, directamente proporcional às camadas de roupa e atavios com que os mais poderosos se cobriam para exibir a sua grandeza. Quanto ao mau cheiro, nada que um bom perfume oriental não abafasse…O banho integral era uma coisa tão rara como memorável. Nas poucas vezes em que tal acontecia, geralmente por vontade ou necessidade do Patriarca, toda a família o acompanhava. E como era festa aproveitava-se o momento para beber e petiscar qualquer coisa.
 
Tudo se passava na mesma água. O pai começava o ritual, a mulher seguia-o, e à filha mais nova, se a houvesse, cabia "a última água" que, desgraçadamente, era também a primeira. Fosse o banho uma prática diária e os filhos mais novos nunca chegariam a velhos. A " populaça" era, apesar de tudo, bem mais limpa. De tempos a tempos, sempre que o calor apertava, era vê-la a chapinhar nas  " piscinas " que eram também os tanques públicos em que as mulheres lavavam as roupas, ou nos rios e riachos mais próximos.
 
Mas as coisas não ficavam por aqui. Se pensam que a falta de higiene doméstica atingia o seu pico nas casas e ruelas esconsas dos burgos medievais, de que já aqui falamos a este mesmo respeito, estão enganados. No Palácio de Versailles, a residência do Rei-Sol e de outras super-estrelas da época, com as suas divisões douradas e espelhadas, não havia uma única casa de banho. Os penicos da mais rica porcelana distribuíam-se generosamente por quartos, salas e salões. De preferência, devidamente identificados pelas armas e brasões dos seus utilizadores. Estavam sempre à mão, e eram utilizados em público, sem qualquer espécie de pudor, a meio das mais importantes e, por certo, inebriantes discussões de Estado.
 
Um público restrito, claro, feito de cortesãs, cortesãos, embaixadores e outros altos dignitários que frequentavam o palácio. Mas nenhum assunto era mais urgente que as urgências de todos os dias. Era, pois, preciso ser prático e conciliar as coisas. Dos "desperdícios" encarregavam-se os diligentes criados que, numa azáfama constante, indiferentes ao olhar reprovador das estátuas barrocas, os lançavam directamente da janela para os jardins, frequentados pelas mais variadas hordas de insectos...mas sempre viçosos à custa de tanta matéria orgânica.
Nas residências fortificadas quando rodeadas por um fosso, o problema resolvia-se da forma que estão a pensar. O fosso era mesmo isso...uma fossa.
 
 

SABIAS QUE...

 O NARIZ DA ESFINGE

 
Ainda hoje muita gente atribui a ausência do nariz da esfinge à erosão provocada pelo tempo...ou pelo vento. Podia ter sido mas não foi.
 Tudo aconteceu no ano de 1799 e o culpado foi Napoleão Bonaparte, ou melhor, um dos seus artilheiros que, em pleno combate contra otomanos e mamelucos, pelo domínio do Egipto, falhou  a pontaria, com as consequências que se conhecem…
Mas nem tudo foi mau na " Batalha das Pirâmides ".
Após mais uma retumbante vitória, Napoleão observou pela primeira vez a estranha e gigantesca criatura, a que chamamos Esfinge, abandonada e parcialmente coberta pelas areias do deserto. Nada de surpreendente. O Egipto era, na altura, parte do já decadente império Turco Otomano, onde se professava o "Islamismo ", religião que, como sabemos, nunca conviveu bem com estátuas pagãs, por milenares e imponentes que fossem. 
Ainda assim deixaram-na estar...
Perante a Esfinge,  Napoleão que já era baixo sentiu-se ainda mais pequeno.
O assombro foi tal que, de imediato, ordenou aos seus homens que a desenterrasem e aos cientistas que o acompanhavam sempre  nas suas campanhas militares, que tratassem de saber tudo sobre ela. E como estes não chegassem mandou vir outros. Cientistas ,historiadores, escritores, e pintores não paravam de chegar e não mais largaram estas terras.
A Egiptologia acabava de nascer...
 
NAPOLEÃO NO EGIPTO
 

SABIAS QUE...

 

ÍNDIOS...E INDIANOS
Os índios americanos devem o seu nome ao mais significativo e bem sucedido equívoco de que há memória ou registo Histórico: a viagem de Cristovão Colombo.
Convencido do êxito da sua expedição à Índia, terra que pensava atingir-se mais facilmente por mar rumando a ocidente, Cristóvão Colombo, quando chegou às ilhas próximas do continente a que hoje chamamos América, não hesitou em tratar por índios os naturais do local onde julgava ter aportado: a Índia, onde como sabemos viviam os "índios", nome por que eram na altura conhecidos aqueles a quem hoje chamamos indianos.
Ora, como do hábito se faz tradição e desta, verdadeira ou não, se faz História, ainda hoje chamamos índios, aos nativos  americanos.
 Entretanto, em Portugal, para desfazer confusões, os índios de antigamente, os naturais do sub-continente asiático, cuja rota marítima Vasco da Gama deu a conhecer ao mundo, passaram a ser tratados por Indianos.
  
E, já agora, Colombo nunca chegou a pisar o continente americano porque Isabel e Fernando de Castela lhe negaram uma nova aventura. Quanto ao nome atribuído às novas paragens, este pretendia ser uma homenagem, apressada e pouco rigorosa, ao primeiro navegador a atingir o novo continente. Não havendo certezas, escolheu-se a pessoa mais à mão: o italiano Vespúcio Américo referido em vários manuscritos do séc. XVI, como o primeiro navegador a chegar a Terras do Novo Mundo.
A autenticidade das informações contidas nos referidos documentos é, no entanto, bastante duvidosa para a maioria dos historiadores. Por isso, o assunto continua a ser objecto de estudo e discussão.

SABIAS QUE...

VERDADES DE LA PALISSE

Jacques de la Palisse , um valente general francês notabilizado pelas muitas vitórias que obteve durante as Campanhas de Itália, é o exemplo de como a memória de um homem pode ser adulterada pelo sarcasmo com que as multidões muitas vezes brindam os seus heróis. Basta um pretexto, uma pequena ambiguidade, ou equívoco, para ensombrar, mesmo que de forma cómica, todas as virtudes de um homem. Trata-se da velha questão da fama e do “proveito”.
Como era costume na época, os soldados comandados por Jacques de la Palisse, após a sua morte na Batalha de Pavia, celebraram a valentia do seu general compondo e cantando canções onde se enalteciam as suas principais qualidades guerreiras..
Uma das estrofes de uma dessas canções rezava assim.” S’il n’était pas mort il ferait l’envie “. O que quer dizer que se ele não estivesse morto, faria inveja.
Marotamente, a criatividade popular apercebendo-se da ambiguidade da frase, com uma pequena adulteração, mudou-lhe completamente o sentido. Assim, em vez da frase original, passou a dizer-se por piada, “ S’il n‘était pas mort il serait en vie “ o que quer dizer “ se ele não estivesse morto, ainda estaria vivo.” A língua francesa também tem destas coisas…nascia assim a lapalissada primordial. A mãe de todas as evidências.
Seja como for, esta pequena corruptela fez toda a diferença e projectou para a eternidade a memória de um homem, centrando-a em coisas que ele não disse nem fez. Quanto à sua bravura e clarividência estratégica são muito poucos certamente os que delas sabem.
 A Lenda é de facto mais poderosa do que a História.

SABIAS QUE

O "BIG-BEN"

Todos o conhecem. É o Big Ben. Mas, no entanto, poucos sabem a origem de tão pitoresco nome. A famosa torre norte do Palácio de Westminster, em Londres, é assim chamada em homenagem a sir Benjamin Hall, o ministro de Obras Públicas da época da instalação do enorme relógio que, desde meados do séc XIX, integra este conhecido monumento.

O relógio de 158 Kilos de peso é incomparavelmente mais leve que o seu sonoro sino de 2 Toneladas.

Bem mais sonoro e pesado que o ministro Benjamim. Daí o nome Big-Ben, Grande-Ben, apelido saído da inspiração popular, arrumando com uma só palavra a questão do nome e do tamanho.

Inaugurado em1859, o Big Ben foi projectado por Edmund Beckett Denison e construído por E. J. Dent, e desde aí nunca mais nos largou. A Literatura, o Cinema, a Fotografia, a Pintura, a B.D. e a Televisão disso se têm encarregado…

SABIAS QUE...

A HISTÓRIA DA CERVEJA 

  

Parafraseando a Bíblia se “ no principio era a água “… logo a seguir vieram o chá e a cerveja.  E é desta última que vamos falar.

 A cerveja é, de facto,  uma das bebidas mais antigas do mundo. Suficientemente antiga para que as suas verdadeiras origens se tenham progressivamente adulterado e desvanecido na memória dos homens. Muita gente ainda acredita que o apreciado  líquido tenha sido inventado pelos povos celtas (os Germanos) que ocupavam o actual território da Alemanha, de onde se teria  espalhado por toda a  Europa durante a Idade Média. Mas a história não é bem essa. Pode-se dizer, sem exagero, que a evolução da bebida se confunde com a própria história da civilização.

 Segundo alguns investigadores, mesmo antes de surgirem as primeiras aldeias na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, onde é hoje o Iraque,  por volta do ano 3500 a.C., nossos antepassados já consumiam um líquido alcoólico resultante da fermentação de cereais imersos em água.

 

O certo é que a humanidade aprendeu a fazer cerveja, mal descobriu uma forma de armazená-la e, antes mesmo de dominar a arte de fazer o pão.
Os sumérios e os babilónios foram os primeiros. Deixaram-nos inclusive registos detalhados sobre o seu fabrico. Um monumento conhecido como Pedra Azul, que se encontra hoje exposto no Museu do Louvre, em Paris, datado dos primórdios da civilização suméria, contém inscrições sobre como se produzia a cerveja. Registos com mais de 5000 anos, referem aproximadamente 20 diferentes tipos de cerveja, cada um obedecendo a diferentes formas  de produção. A mais vulgar  dava origem a uma bebida conhecida como Sikaru, utilizada para honrar os deuses e para alimentar os doentes.
O certo é que a cerveja logo se popularizou entre os povos antigos, e não tardou a ultrapassar os limites da Mesopotâmia. Dali, chegou ao Egipto, onde passou a ser produzida em larga escala. Arqueólogos que conduziram escavações nos túmulos dos faraós, em meados do século XIX, encontraram entre os objectos de ouro e outros tesouros que ladeavam os sarcófagos, cestos e mais cestos a abarrotar de  cereais utilizados na produção da cerveja.

  

 

Um papiro, escrito há mais de mil anos, tratava do processo de produção de uma bebida forte, chamada Dizythum, e de uma outra mais fraca: a Busa. Em 1990, descobriu-se nas escavações do Templo do Sol, da rainha Nefertiti, uma enorme cozinha onde se produzia a cerveja à base de cevada, que ainda hoje é o principal ingrediente utilizado no fabrico da cerveja.
Tudo isso nos dá uma ideia do prestígio que a bebida tinha entre um dos povos mais evoluídos da Antiguidade. Ou seja, desde os tempos mais remotos, o hábito de tomar uma cervejinha, já era considerada uma prática saudável. Os egípcios eram, de facto, tão sábios como os imaginamos.

 
De uma forma ou de outra, as bebidas alcoólicas produzidas a partir da fermentação de cereais e outras plantas eram conhecidas em diversas partes do mundo. Em algumas regiões da África, produziam-se bebidas a partir de gramíneas nativas como o sorgo e o milheto. Os chineses dominavam um processo de fabricação mais avançado do que o egípcio, e produziam uma cerveja à base do arroz. A civilização azteca, que floresceu em terras hoje Mexicanas, e os próprios índios que viviam nas imensas matas que hoje se chamam  Brasil produziam as  suas bebidas fermentadas. Mas, o que de facto sabemos é que a  cerveja que hoje conhecemos foi criada e desenvolvida no Egipto, chegando à Europa no alvorecer da Era Cristã,  pelas mãos dos conquistadores romanos, que se encarregaram de a espalhar por todo o  seu vasto império.

  
No século I d.C., a cerveja já era produzida pelos Germanos, Francos e outros povos a que chamamos Celtas, que como sabemos também por cá andaram,  e a espalharam por toda a Europa.
A Idade Média, vista por muita gente apenas como um período de trevas, também teve seus momentos iluminados. Foi naquela época, mais precisamente entre os anos 700 e 800, que a cerveja passou a ser produzida nos mosteiros e deu os primeiros passos para se  tornar uma “ bebida nobre”.
 Foram também os monges medievais, os responsáveis pela adição do lúpulo à fórmula da cerveja – o que, sem dúvida alguma, deve ser visto como um sinal de inspiração divina. Hoje, as dezenas de variedades dessa planta estão presentes na grande maioria das cervejas conhecidas no mundo. A intervenção dos monges representou um passo importante não só no aperfeiçoamento do sabor, tornando-o mais amargo e refinado, mas também na conservação da bebida.
 
Graças à adição do lúpulo, a bebida veio  a adquirir, com o tempo, as características regionais que deram fama às cervejas de diversas partes do mundo. A Inglaterra, a Irlanda, a Holanda e a Bélgica são berços de algumas cervejas de melhor qualidade e reputação. Nem todas, no entanto, são feitas da mesma maneira.
Assim como os antigos egípcios tinham a Dizythum, uma bebida mais forte, e a Busa, mais suave, as cervejas modernas também se dividem, basicamente, em duas grandes famílias. De um lado estão as do tipo Ale, como são conhecidas as cervejas de alta fermentação. Do outro, as Lager, de baixa fermentação.
  
 William Shakespeare faz na sua vasta obra, 14 menções à palavra “Ale” e cita cinco vezes a palavra “beer.” O que nos permite tirar duas conclusões: a primeira é que no tempo de Shakespeare – de 1564 a 1616 – a cerveja já era uma bebida muito popular; a segunda é que além de um génio, o dramaturgo era um homem de bom gosto. Recentemente descobriram-se também, vestígios de cânhamo num dos seus cachimbos. Um homem para a eternidade…até nos hábitos.
E mais: há registos de que a cerveja era distribuída aos trabalhadores que ergueram as pirâmides, para que pudessem relaxar...afinal "os nossos trolhas ", ainda que empiricamente, sabem História ou, pelo menos, não lhe conseguem escapar.
Como todos nós, de resto...
  

 

 
FONTE : Companhia de Bebidas da América.
Adaptação livre .