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HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

SABIAS QUE

A HISTÓRIA DO PAI-NATAL
 
 
As coisas já não são o que eram. Nem as tradições. Mesmo estas, mesmo as mais enraizadas, não teriam sobrevivido à mudança se não fossem actualizadas e reinventadas.
A figura do Pai-Natal é um desses exemplos.
Por cá é conhecido por Pai-Natal. Em França chamam-lhe Pére Nöel e em Inglaterra Father Christmas. Mas  todos eles são aparentados com uma personagem bem mais antiga: Santa Claus, ou S. Nicholas, era o seu nome.
Para os povos  do Norte era um exemplo de bondade que celebravam  desde há  muito.
As raízes desta festa remontam ao folclore medieval mais antigo, exportado pelos holandeses para o Novo-Mundo no século XVII . No século XIX , os alemães encarregaram-se de difundir pela Inglaterra a tradição do velho homem que, na noite de Natal sorrateiramente pelas chaminés, despeja os seus presentes nos sapatos e meias das crianças bem-comportadas .
Mas quem era este homem?
 
 
S. Nicholas foi um bispo que viveu no século IV,  na Ásia-Menor que se tornou conhecido como protector dos marinheiros, a quem acudia durante as tempestades, e pela generosidade com que tratava os mais pobres, oferecendo-lhes prendas .
A história, mais que duvidosa, de que teria oferecido a um pobre um saco de ouro que lançou chaminé abaixo, correu toda a Europa e enraizou-se na tradição popular, sempre à espera de brindes ou milagres que minorassem o sofrimento de todos os dias.
O dia de S. Nicholas , aproveitado para distribuir presentes pelas crianças, era originalmente celebrado a 6 de Dezembro. Foram os Alemães que, particularmente devotos do Menino Jesus, fizeram coincidir a data com o dia de Natal, 25 de Dezembro. Em 1964, o Papa Paulo VI retirou a celebração do dia de S. Nicholas do Calendário oficial Católico, alegando-se que a vida do Santo não estava suficientemente documentada em termos históricos.
Para os americanos Santa Claus vive no Pólo-Norte, enquanto os europeus remetem a sua morada umas vezes para a Finlândia , outras para a Noruega, e as que sobram para a Lapónia. Ninguém se entende.. mas o personagem é o mesmo. Um velho gordo e sorridente, vestido de vermelho que se faz transportar , mais os seus presentes, num trenó puxado por renas.
Nos últimos tempos parece ter deixado de fumar. Pelo menos é cada vez menos visto na companhia do seu, outrora inseparável , cachimbo...Seja como for, e por muito mercantilizada ou adulterada que esteja esta data , ainda é a generosidade de um homem que dedicou a vida aos necessitados, que para além do nascimento de Cristo, muitos celebram no Natal .