Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

EFEMÉRIDE

 

No dia 3 de maio de 1908 , comemorou-se no  Garrick Theather em Chicago, o primeiro  "Women's Day " (Dia das Mulheres), presidido por Lorine S. Brown e documentado pelo jornal mensal “The Socialist Woman”. Num mundo dominado pelos homens ,1500 mulheres manifestavam-se prontas a lutar pela igualdade económica e politica .

EFEMÉRIDE

 

No dia 2 de Maio de 1968, explodiram as manifestações estudantis que estiveram na origem do Movimento de Maio de 68. Uma faúlha que alastrou das escolas às fábricas e pôs, durante um mês, a  França a " ferro e fogo ". O radicalismo, a irreverência e a imaginação desceram à rua. O mundo parecia mudar...parecia...mas não mudou.

O que aconteceu então a esta gente? Falo, é claro, dos seus principais mentores e ideólogos. Daqueles para quem a realização da utopia era coisa para ontem. Bem, os mais puros e duros consumiram-se em rituais de auto-imolação, levando consigo muita gente inocente entre alguns que não o eram. Outros, trocaram o vermelho pelo verde e já só pensam em acabar os seus dias a podar rosas ao som de música clássica. Bem bom.

Finalmente, os mais espertos e calculistas trocaram Marx  pelos livros de auto-ajuda e, depois de voluntariamente submetidos às mais duras sessões de Psicanálise, descobriram a razão por que tanto tinham lutado: um lugar na primeira fila do festim capitalista, porque a idade avançava e era preciso fazer pela vida...é vê-los como " Iagos " contempoâneos, oráculos e mentores de antigas vilanagens, consultores dos mais poderosos ou simplesmente como envergonhadas "cabeças que falam ", no Parlamento Europeu.

Do " bando dos quatro " de Maio de 68, Alain Geismar, Daniel Cohn-bendit, Jacques Sauvagenau e Alain Krivine, apenas este último, solidamente ancorado no messianismo Trotskista, continua a rever-se nesses tempos. 

Por cá, temos alguns gloriosos exemplos da mais falhada, arrependida e oportunista geração deste século...pelo menos. A responsável pelo estado das coisas.

Só para citar os casos mais conhecidos:

Jorge Sampaio, um perigoso leitor de Gramsci e Rosa Luxemburgo, muito fotografado durante a Crise Académica de Coimbra, que ficará na História por ter "canonizado" Amália Rodrigues;

Durão Barroso, um fervoroso crente, discípulo de Estaline e de Mao Tsé Tung, que despertou a atenção do mundo como mordomo de Bush e de Blair, na trama da invasão do Iraque;

Ferro Rodrigues que, na altura, de cabelos pelos ombros e bigode à tártaro, parecia o polícia dos "Village People" infiltrado no M.E.S., teve a carreira que se conhece e acabou como se sabe...;

Jorge Coelho, um maoísta anónimo, que subiu a pulso, desde cedo conhecido por meter na ordem qualquer Serviço de Ordem. Um homem que depois da obrigatória e sabática passagem por um governo P.S., depois de muita cacetada e outras tantas ameaças, foi, como era justo, atendendo ao currículo, promovido a testa-de-ferro da Mota-Engil.

Há mais. Estes são, apenas alguns, dos muitos Pachecos Pereiras, Pedros Baptistas e outros Artur Albarans que Maio, desgraçadamente, semeou entre nós.

Ah! Quanto a José Sócrates, que na altura se chamava José Pinto de Sousa e era tratado por Zezito, descobria a tempo, que não sabia fazer nada, e por isso, planeava já iniciar uma brilhante carreira política na juventude partidária mais à mão, tornando-se sócio do Círculo de Leitores ...

EFEMÉRIDE

1º de MAIO

No dia 1 de Maio de 1886, teve início uma greve geral nos Estados Unidos da América, acompanhada de manifestações que encheram as ruas de Chicago. Os protestos foram duramente reprimidos pelas forças policiais. Dos confrontos que se seguiram resultaram vários mortos em ambos os lados. Reivindicava-se na altura uma jornada de 8 horas de trabalho diário que o Senado dos E. U. A. só aprovaria em 1890.
No ano anterior, a Internacional Socialista, aproveitando o exemplo dos trabalhadores americanos, tinha convocado por toda a Europa, nesta mesma data, manifestações com o mesmo objectivo: impor aos governos e ao patronato dos diferentes países europeus as 8 horas de trabalho como horário diário máximo.
A resposta e os resultados foram idênticos: cargas policiais seguidas de violentos confrontos com os manifestantes, que provocaram por todo o lado vários mortos.
Finalmente, em 1919, em França, onde a luta por esta conquista foi particularmente acesa, a data foi declarada Feriado Nacional e, em 1920, a União Soviética seguiu-lhe o exemplo. O 1º de Maio tornou-se, então, um símbolo da luta dos trabalhadores de todo o mundo.
Curiosamente, na América onde o poder não guardava gratas recordações do acontecimento, a data nunca foi oficialmente celebrada, ou identificada com o Dia do Trabalhador que é anualmente comemorado na primeira segunda-feira de Setembro, a época das colheitas. Uma forma estúpida de conviver com o passado e de tapar os olhos à História.

Pág. 10/10