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HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

OS PINTORES DE ALTAMIRA

 

Aqui tens uma bela  simulação animada sobre a vida  dos homens que habitaram as grutas de Altamira durante o paleolítico superior, e as tornaram numa das mais belas e grandiosas obras de arte de sempre.
 Aproveita também, para treinar o teu “Espanhol “. Se não gostares, podes sempre desligar o som. As imagens chegam…
 
 

As Origens da Escrita

O homem sentiu, desde a Pré-História, a necessidade de comunicar com os outros. Fazia-o emitindo sons, enviando sinais de fumo e deixando marcas duráveis através de grafismos, símbolos e imagens gravadas ou pintadas nas rochas, sobretudo nas paredes das cavernas. Através deste tipo de representação (pintura rupestre), trocavam-se mensagens, ideias e transmitiam-se desejos e necessidades. Porém, tal não podia ser ainda considerado uma forma de escrita. Não havia qualquer organização, ou padronização das representações gráficas. Cada um utilizava os símbolos que queria. Por isso, a sua interpretação não podia ser feita com rigor ou de forma uniforme. Cada um ” lia  à sua maneira” o que observava. Ora, isto não dava muito jeito. Pelo menos para os "negócios "que nesta altura já prosperavam.

Foi na antiga Mesopotâmia que o primeiro sistema de escrita foi criado. Aí, por volta de 4000 a.C., os Sumérios desenvolveram um modelo que ficou conhecido por escrita cuneiforme. Para isso usavam placas de barro, onde cunhavam símbolos em forma de cunha. Deste tipo de escrita chegaram até nós inúmeras placas de argila contendo registos gravados, sobre o quotidiano, a administração, a economia e a política da época.

    

Pouco tempo depois, os Egípcios fizeram o mesmo, desenvolvendo duas diferentes formas de escrita.: a escrita demótica (mais simplificada) e a escrita hieroglífica (mais variada e complexa e constituída por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides cobriam-se de "textos" que narravam a vida dos Faraós, para além de rezas e mensagens que tinham como objectivo assustar possíveis saqueadores, que desta forma eram ameaçados com as mais terríveis maldições. Mas era o papiro, uma espécie de papel produzido a partir de uma planta do mesmo nome, que os Egípcios vulgarmente utilizavam para comunicarem por escrito.

Na Roma Antiga, o alfabeto era constituído apenas por  letras maiúsculas, escritas em pergaminhos, com auxílio de paus de bambu ou penas de ganso. A escrita dos romanos foi entretanto evoluindo e, posteriormente, surgiu um novo estilo de escrita denominado uncial devido ao tamanho exagerado das suas letras.  Este estilo resistiu até ao século VIII e foi utilizado, nomeadamente,  na redacção das Bíblias da época. Na Alta Idade Média, no século VIII, Alcuíno, um monge inglês, elaborou outro estilo de alfabeto a pedido do imperador Carlos Magno. Este novo estilo possuía já letras maiúsculas e minúsculas.Esta forma de escrita também passou por várias modificações, tornando-se cada vez mais complexa a sua leitura. Foram os tempos do estilo gótico que surgiu em França no séc. XII. No século XV, alguns eruditos italianos, incomodados com este estilo complexo, criaram um novo estilo de escrita, que foi sendo simplificado. Com o passar do tempo outros documentos foram escritos, utilizando para o efeito letras gravadas em chapas de cobre. Foi este processo que deu o nome à escrita calcográfica. Com Gutemgerg, em 1434, nascia a Imprensa escrita. Acabavam os dias dos monges copistas, que manualmente restauravam ou copiavam os escritos mais antigos, produzindo as chamadas iluminuras.

     

A  produção em série democratizava a escrita, tornando os livros mais acessíveis aos menos abastados.

No ano de 1522, um italiano, chamado Ludovico Arrighi, foi o responsável pela publicação do primeiro caderno de caligrafia. Nascia o estilo que denominamos de "itálico", que hoje em dia associamos aos computadores.

 
 

 

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