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HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

MÚSICA

 

Paris 1971. As fotos deste vídeo retratam os últimos dias da vida de James Douglas Morrison, não a rock star, mas o poeta que procurava, ao fugir para Paris, fugir de si mesmo e começar tudo de novo. 

De bistrot em bistrot com as inevitáveis paragens no " Rock’n roll Circus "parisiense, Morrison escrevia compulsivamente  tentando dar algum sentido criativo ao alcoolismo que o consumia e sacudir a depressão que o devastava desde o chamado " Incidente de Miami “. Um eufemismo para designar uma noite caótica em que mais uma vez revelara a sua natureza errática provocadora e selvagem, que a puritana América “ land of the free, home of the brave “ não podia tolerar. O resto é história. Acusado de profanação, exibicionismo e linguagem indecorosa, entre outras coisas, acabou condenado a uma pena efectiva de dois anos de trabalhos forçados, a que de recurso em recurso tentava escapar. Paris parecia ser o local certo. 

Dias depois, com 27 anos de idade, morria em circunstâncias tão misteriosas como o seu apressado e quase secreto funeral.

Repousa no " Père Lachaise ", transformado em local de culto e peregrinação, na terra e na companhia dos seus heróis de sempre: Rimbaud, Baudelaire, Oscar Wilde e Céline...

O homem mais culto e inteligente que o rock'n roll produziu, fez das palavras de William Blake um modo de vida : "A estrada do excesso conduz ao palácio da sabedoria. "

Um cometa que em poucos  anos empacotou um vida cheia.

E, como todos os cometas, explodiu com um brilho tão intenso que ainda hoje se vê.