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HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

HISTORIAR N

«Para suportar a sua própria história, cada um acrescenta-lhe um pouco de lenda.» Marcel Jouhandeau

CONTOS E LENDAS

 


FICAR A VER NAVIOS...
 
     
O rei D. Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, em 1578, mas o seu corpo nunca foi encontrado. Por este motivo o povo recusando-se a acreditar na morte do seu rei, não deixava de sonhar com o regresso do monarca salvador. O país encontrava-se, depois de uma crise sucessória, sob domínio Filipino. Os portugueses sonhavam com o retorno do rei, como forma de recuperar o orgulho e a dignidade da pátria. Assim, passaram a visitar com frequência o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, esperando, ansiosamente, pelo regresso de D. Sebastião. Nesses tempos de humilhação nacional, eram revividas antigas profecias que falavam de um rei salvador que numa manhã de nevoeiro surgiria do mar para curar os males do país. Como ele nunca voltou, o povo ficava simplesmente a ver navios. Esta expressão utiliza-se hoje quando alguém sofre uma decepção ou não vê cumprido um desejo. 
  
Há no entanto quem prefira outra explicação para a mesma expressão. Neste caso quem teria ficado a ver navios (também do alto de S. Catarina, em Lisboa), teria sido Junot aquando da 1ª Invasão Francesa. E os navios eram os que permitiram à família real fugir para o Brasil. Mesmo a tempo...
Adaptado